Era quase manhã, quando Theo terminou de contar a Mônica sobre os mecanismos de como aquela realidade funcionava. Ela estava confusa mas parecia compreender em partes como tudo acontecera.
- Então, quer dizer que é assim?
- Sim, Mônica, cada círculo do inferno consegue manter um paralelo de realidade. E aqueles que caem em determinado lugar tem a chance de viver suas vidas normalmente. Ou tentar pelo menos.
- Mas como isso é possível?
- Isso é um mistério mesmo para mim, docinho. Mas eu sei de uma coisa, eles podem até tolerar que brinquemos de vida, porque eles sabem que cedo ou tarde cada um de nós cai, é preciso para manter a ilusão. Pensávamos que isso seria eterno, mas não é. O tempo de vida que pode-se ficar é equivalente ao tempo de vida real. Não muda muita coisa.
Mônica reflete por alguns instantes.
- Então o que acontece quando morremos aqui?
- O caminho para o inferno continua de onde parou. Que eu saiba o tempo de vocs não era para ser tão breve, mas algo aconteceu aqui que chamou a atenção do inferno. E tenho certeza de que é a mesma coisa que aconteceu nas outras cidades destruídas.
- As crianças?
- Sim. Eu ainda não sei porque mas algumas mulheres vivendo nessa situação são capazes de gerar filhos reais. Isso foi o suficiente para que Crrist viesse até aqui. Eu não sei se para levar as crianças que estão para nascer ou se para destruir Réquiem. Realmente eu não sei.
- O que faremos então?
- Bom, percebi que dentre os moradores daqui alguns devem ter aprendido algumas coisas sobre a real condições em que vivem, aquele homem com a bíblia e o seu amigo talvez consigam tirar vocês daqui. Embora sua magia seja primitiva, ela foi efetiva em prender o coitado que eu capturei,
- Eles ainda acham que você está na cruz.
- Há, não é irônico? Há há! Mas eu acho que é melhor assim, a minha estada aqui só vai piorar as coisas. Se minha intuição estiver correta, eles darão um jeito de saírem.
- Sairmos daqui? Como assim?
- Se minha intuição estiver certa, eu sinto que o inferno vai levar este lugar a um clapso. Talvez seus amigos sintam isto também.
- Ah, eles não são meus amigos!
- Ora, pelo menos o tal do Juan é beeeeem amigo seu. Há há há
Mônica dá um croque na cabeça de Theo.
- Ouch!
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